quinta-feira, 26 de março de 2026

Vestidinho Amarelo


 Peles pálidas, veias que já não pulsam mais

Milionários brindam mortes reais

Dinheiro compra o juiz e o martelo

menos a inocência daquele vestidinho amarelo

 

Ilha de luxo escondia horrores a falsa proteção

poder comprava silêncio, apagando cada acusação

jatos cruzam a noite levando segredos na escuridão

sorrisos caros escondendo o preço sujo da exploração

 

Risos que viram ecos presos nas paredes com memórias,

enquanto o poder apaga nomes e reescrevem a história

portas fechadas guardam segredos que o dinheiro jurou esconder

olhos que viram demais aprendem cedo a não dizer

 

Aluna Maria Cláudia de Souza 9º ano 1



Poemas Protesto

Os 9ºs anos trabalharam a argumentação em textos poéticos, escreveram POEMAS PROTESTO inspirados pela música "Indignação" do Skank,  fizeram a indignação atravessar as janelas das casas e os muros da escola

Riqueza de poucos, peso de muitos 

Trabalhando oito horas por dia, 44 por semana 
Carregando no corpo um cansaço desigual 
Vivendo uma vida desumana 
Sabendo que no final do dia é essencial 

 Ônibus cheio, rotina apertada 
 No carro de luxo conforto sem igual 
 Um luta por pouco enquanto está devastado 
 O outro vivendo uma vida normal 

 Mesa simples, dividindo até o que tinha acabado 
 Mesa farta, desperdício banal 
 Mas continuando na luta calado 
 Com esperança que acabe a desigualdade social
 
(Texto da aluna Sarah Borsatto Vergutz 9º1 Matutino)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

A batalha contra o elevador lento
Desde que mudei para este prédio comecei a entender o conceito de paciência. Tudo por causa do elevador. Ele não é só lento ele é quase filosófico, como se refletisse sobre a vida antes de decidir ir ao próximo andar. De manhã, enquanto eu estou com pressa ele parece estar de férias. Aperto o botão com fé, achando que isso vai fazê-lo andar mais rápido. Spoiler: não faz. Tentei de tudo. Apertei os botões feito louca, tentei um papo motivacional “vai amigão você consegue” e nada. Ele segue no mesmo ritmo preguiçoso, como se dissesse “você que lute”. Certo dia, atrasadíssima, ele parou no terceiro andar e não saiu do lugar por uns cinco minutos. Acho que, naquele momento, aceitei meu destino. Respirei fundo e comecei a rir sozinha. A galera do andar deve ter achado que eu enlouqueci. Hoje, eu e o elevador temos um acordo: ele continua lento, e eu uso o tempo para escutar uma música ou dar uma olhada nos memes. Quem diria, até gosto disso. Afinal, se a vida é uma corrida, talvez seja bom ter alguém ou algo para me lembrar de desacelerar. Aluna do 9º2 Emilly Victoria da Silva De Oliveira
Iguaçu : benção ou castigo?
Dona Margarida, 72 anos, morava sozinha em uma casinha perto do rio, em União da Vitória. Gostava de ficar na janela, vendo o movimento dos carros e das águas. Para ela, o rio era como um amigo, sempre muito calmo e confiável mas, em outubro de 2023, esse amigo transformou-se. As chuvas começaram e não pararam mais. Em poucos dias, a água já tomava conta dos degraus da escada. Dona Margarida, teimosa, achava que era como das outras vezes. Mas, quando a água invadiu a sala, entendeu que precisava sair. Seus vizinhos chegaram com um bote improvisado. -Vamos Dona Margarida! Não da mais pra ficar!. Ela olhou ao redor, relutante. Pegou sua bolsa, o que havia de mais importante os documentos. Partiu com o coração partido ao ver sua casa sumir embaixo das águas. No abrigo, encontrou pessoas que assim como ela, tinham perdido tudo. Apesar da tristeza, viu solidariedade em cada canto. Dias depois, quando as águas baixaram, voltou para casa. A lama cobria tudo. Mas Dona Margarida respirou fundo e disse: -Vou recomeçar. E assim fez, com a fé de quem nunca deixa de acreditar e sabe que o rio é uma benção mas pode tornar-se um castigo. Aluno do 9º 3 Lucas Gabriel Correia Belinski

terça-feira, 26 de novembro de 2024

      Concurso de Poesia e Sarau Literário

As turmas de Prática de multiletramento no Campo Artístico Literário, 1ª1, 2, 3 e 4  promoveram um Concurso de Poesia e Sarau literário com o tema “Meio Ambiente em crise - Planeta ameaçado”, os alunos do fundamental 1, semearam belas palavras e colheram lindas poesias.

Obrigada a todos os alunos  que participaram, fazendo com que o projeto fosse um sucesso

Tivemos duas categorias  A: 5º e 6º ano e B: 7º e 8º

Foram vencedores (as):

CATEGORIA “A”

1º Sophie Caroline Jasko 6º1

2º Maria Fernanda Volhanik 5º1

3ºJoaquim Leandro de Souza 6º1

CATEGORIA “B”

1º Maria Cláudia de Souza 7°1

2º Raissa Padilha de Campos 8º1

3ºMaria Victória Brautigan de Souza 8º1















(Fotos de Luana Santin e Nicole Moreira)

terça-feira, 19 de novembro de 2024

 


Oficina de escrita coletiva de crônica / 9º ano 1 /2024

                                      (Observação de fotografias do inusitado)             

O Monge e o Mar

Nas montanhas gélidas do Himalaia vivia Xing Ling, um homem com alma de monge mas com o sonho de ser um surfista.

Em sua existência possuía a mansidão do lago mas também o agito do mar, por isso não se contentava completamente com sua vocação

 No silêncio de sua meditação, vinha o barulho do mar e o som das ondas a soar em seus ouvidos, distraindo-o, como uma criança com uma concha no ouvido

Um dia o movimento do mar em suas veias ganhou força e o empurrou com o mínimo necessário para aquela aventura, naquele momento o mar venceu o lago.

Já envolvido com o clima tropical, Xing descobriu a perfeita harmonia entre dois opostos, a calma habitou seu ser e a fúria do mar o incentivou a pregar o budismo para todos, mas sempre com um tempo livre para praticar o surf.

( texto escrito coletivamente com registro no quadro)


 

Oficina de escrita coletiva de crônica / 9º ano 2 /2024

            (Observação de fotografias do inusitado)             


A orquestra dos sonhos 


Um sonhador, Dom sempre fora apaixonado pela música, atividade que tomava grande parte de sua vida. No chuveiro, música, indo à escola, música...

Desde pequeno Dom tinha um sonho, ser flautista em uma grande orquestra, mas sua condição financeira não o ajudava.

Enquanto a oportunidade não chegava ele andava alegrando a quebrada onde morava distribuindo música pelas ruas.

Enquanto andava tocando sua flauta percebia que as pessoas não davam muito valor para as músicas dele preferiam a batida do funk.

Um dia um tanto desanimado Dom sentou-se em frente a uma casa pensando em seu futuro quando vê um simpático gatinho hipnotizado com sua música, o garoto então percebe que tem o dom de tocar corações com suas melodias e que não pode abandonar seu sonho.

( texto escrito coletivamente com registro no quadro)